Enfermeiros representam linha de frente no combate à COVID-19

Desde o seu início, a pandemia do Coronavírus foi um grande desafio para toda a sociedade. Seja nos cuidados redobrados contra a transmissão do vírus ou no cumprimento da longa quarentena, toda a população teve que reaprender a conviver  uma nova e confusa realidade. 

Em um momento tão complexo da história humana, os profissionais da saúde representaram a esperança de dias melhores. No cuidado de sintomas leves até o acompanhamento de casos graves, a área da saúde foi imprescindível para o funcionamento social. Entre as diversas profissões que trabalharam em favor da saúde, os enfermeiros são uma das peças chave no combate contra o Coronavírus. Na linha de frente, esses profissionais batalham diariamente em meio a dezenas de adversidades para preservar a vida. 

De acordo com dados emitidos pelo Conselho Federal de Enfermagem, o Brasil conta com mais de 1.494.454 técnicos em enfermagem e 630.156 enfermeiros. Esses profissionais são os responsáveis por todo o cuidado direto de pacientes com coronavírus, como o atendimento básico, realização de testes rápidos, administração de medicamentos até o acolhimento de pacientes em estado grave.

Um desses profissionais é Rangel Sullivan. Enfermeiro há mais de quatro anos, ele destaca que a enfermagem lidou com a pandemia com protagonismo: ‘’A enfermagem teve um papel importante: criou protocolos de atendimento, adequando o fluxo do hospital e das unidades de saúde. ‘’

Rangel também relata uma extensa sobrecarga sobre os enfermeiros: ”O trabalho mudou muito nos últimos anos, [a pandemia] foi um problema novo que pegou todos de surpresa. Teve uma sobrecarga sobre um período de tempo: era uma doença nova que ninguém tinha informações direito. A gente foi adquirindo informações com o passar do tempo, e, querendo ou não, estava chegando muitas pessoas ao mesmo tempo.’’

O enfermeiro relata uma realidade para o país: o mês de abril, por exemplo, foi crítico. Conforme dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 82 mil mortes por coronavírus durante esse período. Chegando a cerca de três mil mortes por dia, era nítido que a saúde do país estava à beira de um colapso. O contato extensivo dos trabalhadores da saúde com a população brasileira, no entanto, humanizou ainda mais a área para a sociedade.

Além de enfrentar os riscos do vírus dentro do ambiente hospitalar, os profissionais da saúde também sofrem com a pressão de contaminação diária para os familiares e amigos.  No início da pandemia, o medo era ainda maior, já que ainda não existia uma vacina exata para o vírus. O enfermeiro detalha: ‘’Abríamos a porta de casa sem saber o que iríamos encontrar.’’

A pandemia também trouxe um maior senso de união das equipes de saúde. ‘’A grande lição dessa pandemia é de que trabalhando junto, a gente faz o melhor em prol do paciente: equipe médica, de enfermagem, nutrição, fisioterapia, fonoaudiologia. Deixar aquilo de lado de que médico só fala com médico, enfermeiro só fala com enfermeiro, e cada um no seu quadrado. Acredito que uma equipe multiprofissional e bem entrosada só traz o melhor para o paciente”, afirma Rangel. 

O ensino da Enfermagem também foi vigorosamente impactado pela pandemia. A coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Santo Antônio, Gabrielle Meriche Galvão, acredita que o ensino durante a pandemia conseguiu deixar um impacto positivo nos estudantes: ‘’Os alunos visualizaram a importância da enfermagem no cuidado’’

Para os profissionais da saúde e enfermeiros da gestão municipal, a pandemia também causou grandes dificuldades. Só em Caçapava, o coronavírus tem 9871 casos confirmados e, até o mês de setembro de 2021, a cidade registrou 280 óbitos pela doença. Para Fernando Zanetti, diretor da Fundação de Saúde e Assistência do Município de Caçapava (FUSAM), os enfermeiros foram de extrema significância para o combate da pandemia: ‘’Sem a equipe de enfermagem preparada, seria impossível enfrentar a pandemia’’, afirmou o diretor.

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